sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Bem maior...


Hoje eu só queria vir aqui deixar algumas coisinhas pra que eu mesmo pense um pouco e, se for possível, que você pense comigo...

Qual o tamanho das coisas que nos prendem uns aos outros? Qual a "intensidade" da estabilidade que "existe entre a gente"?

Talvez pensem alguns que isso é o que menos importa. Afinal, os momentos são feitos para serem vividos. Se serão lembrados, é outra história. O que "importa" é viver o agora, "se dane" inclusive quem nos proporciona estes bons momentos.

Eu não gosto de pensar assim. Sabe por que? Porque deve ser dada importância àquilo que realmente a tem. E dentre "as coisas" que tem esta importância está você. Mesmo que você e eu não sejamos adeptos de "demonstrações tão claras de afeto", sabemos que tal afeto de fato existe.

Então, concorda comigo que devemos saber contar a relevância que temos um para o outro? Concorda que devemos ser, a qualquer custo, aquilo que somos para o outro? Se não fosse por isso, talvez eu não estivesse aqui agora e nem você aí. Talvez não teria importância essa relação tão boa que existe entre pessoas que se gostam, apenas pelo gosto de gostar.

Enfim, vê-se que hoje eu nem estou tão inspirado e inspirativo como talvez você gostaria que eu estivesse. Mas o que acontece é que eu não sei viver muito bem sem esses seus olhos cor de céu, sem sua vontade de me dizer que eu não estou do jeito que você gosta. Se você gostar, é claro!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A cor de certos olhos... (parte II)


"Aonde quer que eu vá, levo você no olhar...

Aonde quer que eu vá, aonde quer que eu vá..."

Assim você não vai me convencer...


"— Mais uma vez, posso?
— Por que?
— Porque eu não quero ficar longe de você!
— Mas desse jeito? Nem parece. Ce tá falando sério?
— Sim. Venha aqui que eu posso te mostrar.
— ....."

Tudo bem que pode não ser muito agradável ser sincero com todo mundo a qualquer custo, não é?

Mas você não vai me negar que é essencial ter sinceridade consigo mesmo. Até mesmo pra passar a imagem de quem não se é.

Palavras e palavras. Nada mais. Nós precisamos de mais. Eu até já me propus a isso, talvez não com tanta clareza como gostaria. Mas não posso deixar que as coisas saiam do meu controle. Por isso estão assim ainda. Você aí e eu aqui. Madrugada fria e distante. Sono leve, pesado e infinito. Luz que cega sem brilho. Calor que gela.

Pronto. É isso que eu vejo. Dois caminhos e uma solução: esperar o amanhã. Que pode, inclusive, ser como você e eu planejamos. Ou pode, porém, ser cinza, meio amarelado, quente demais pra aguentar. Sufocante.

Tomara que essas palavras escritas e ao mesmo tempo jogadas ao vento não me afastem de você. Que você não se afaste de mim pelo simples medo de que eu passe a gostar um pouquinho a mais de você. Isso sim, tamanha bobagem: esperar pra ver o sol, se podemos ver a Lua juntos, mesmo distantes.

Você me acompanha? Eu não sou quem você está pensando... mas também não sou tão bonzinho assim, viu?

Como dizem por ai: é perigoso viver no meio do fogo cruzado. É melhor ser esconder. Ou se proteger. Venha!! Isso eu faço por nós dois. Basta você querer.

Hoje, tenha um bom dia. Estou chegando pra te ver. Mas não tente entender os motivos do meu estado de espírito, porque isso já ficou pra trás faz tempo, tá bom?

Um último detalhe: você se lembra daquela flor que eu quase te dei? Ela pode estar tentando te encontrar ainda.

PS.: "Sem sorrisinhos, por favor!!"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Isso mesmo. Hoje não.


Só leia novamente o título desse post inútil!

Tá pensando no pq desse título? Não? Poderia pensar um pouco, não é mesmo?

Por favor, olhe pra mim e não me diga que eu vou ter que ir dormir novamente cansado de mim mesmo. Que mais um dia se passou extraordinariamente bem e que em apenas 5 minutos, eu me fiz perder o meu próprio entusiasmo. Não!!!!!!!!! Não é possível!?!?

Tá!! Tá bom, já te entendi. Você quer ser o centro das atenções, não é mesmo?

Ok, não vou disputar nada com você. Mas por favor, entenda que hj "there is no message available"!!!!

See ya later!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A cor de certos olhos...



Quando alguém entra e se fixa na cabeça e o recíproco não acontece, ocorre uma das piores e mais alarmantes descobertas de nossa vida: o amor é sentimento sim, e não se controla por si mesmo. Todas as tentativas de prendê-lo em paradigmas fixos se esvai no simples brilho dos olhos....talvez verdes, azuis, castanhos, não importa. E a dor que provém desse fato acontece pela mera incapacidade de se levantar sem as mãos do amor que se abandona. O que conforta é saber que querendo ou não o tempo passa e novos amores como esse acontecerão. Sempre.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Novamente. Ele e ela.


Incrivelmente desnecessária a repetição que eu faço agora: me vejo totalmente envolto numa mistura de vontades e freios, num rodomoinho de espaços e atalhos, num avesso de querer e sempre poder! Repetição desnecessária, mas que abre caminhos.

Talvez, fiquem mais claras minhas idéias se eu disser que eles estão de volta. Mais precisamente, ele e ela. Amor e saudade. Acompanhados de seus amigos inseparáveis e indissociáveis. Impulso e medo.

Bem, repetir todas as minhas idéias sobre eles seria pura perda de tempo. O que faço aqui é apenas me lembrar de que a inconstância dos meus dias pode ter resultados inesperados. Sei também que quilômetros e mais quilômetros me arrancam toda a certeza que eu planto em mim e que cresce forte mas "morre" irremediavelmente.

Como eu disse, os impulsos vem e vão mesmo. Não há remédio. Talvez, um pouco da sua atenção para o que vem acontecendo aqui dentro fizesse um pouco de diferença.

Mas, se lembra das minhas palavras acerca do "Eu sou o Mensageiro"? Então, voltando a elas, gostaria de apenas de te pedir para que você creia em amores impossíveis e em rosas dadas sem querer. Quero que você se abra para mim, sem se fechar pra você. Assim como Audrey O'Neill, quero que você me ame, mas sem me perder. Aliás, não tenha muito medo. Apenas seja firme. Em tudo. No amor. E na saudade.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu, uma espécie de mensageiro...

Há dias tenho pensado sobre a necessidade de mudar algo ao meu redor. Não se trata nem de um inconformismo rebelde com o "status quo" das coisas (remeto-me ao texto anterior deste site) tampouco uma inércia improdutiva, uma paralisia crônica. O que tenho pensado é sobre pequenas coisas que fazem diferença. Não apenas para mim. Principalmente para os outros: parentes, amigos, colegas, conhecidos...enfim, quem esteja próximo de mim em qualquer momento.

Sobre o assunto, estou lendo o livro "Eu sou o Mensageiro", de Markus Zusak, autor de A Menina que Roubava Livros. Os dois livros têm me ensinado que fazer a diferença nem sempre significa ser diferente e que eu posso tornar algumas coisas melhores para os outros. E isso acontece com gestos muitas vezes imperceptíveis. O simples gesto de olhar para um amigo e vê-lo como igual a mim faz dessa pessoa realmente igual. O gesto de ouvir alguém que precisa conversar diz à essa pessoa que eu estou disposto a ajudá-la, inclusive além das minhas possibilidades. Enfim, hoje vejo um pouco mais claramente que, na verdade, olhar para si e ver o mundo somente a partir de experiências individuais impede que sejamos humanos (no sentindo total da expressão: perfeito, completo, apto a crescer). E pior do que isso: muitas vezes, com nossas ações e omissões impedimos que os outros cresçam em si e para os outros. Resumidamente: fechar a si mesmo e impedir que o mundo nos veja traz para nós prejuízos imensuráveis: não nos conhecemos a partir dos outros e não nos deixamos conhecer!

Isto tudo aqui escrito se deve ao fato de que, sinceramente, eu queria que as amizades fossem sinceras! Tal paradoxo!! Na verdade, não deveriam (ou pelo menos não deveriam existir) amizades "meio-verdadeiras". Até porque o conceito de amizade está totalmente ligado à verdade, transparência, singeleza e não ao convencionalismo oportuno que existe hoje!

Enfim, apesar de incompleto e imperfeito, vejo-me como uma espécie de mensageiro. Não apenas de coisas visíveis e fáceis de se compreender. Mas mensageiro de algo tão importante e relegado como a amizade e a sinceridade.

Um pouco mais além da amizade, está o amor. Entenda-o como quiser. Mas esse sentimento-prática é assunto pra outra hora. Fica aqui, apenas uma prévia do que pode vir por aí: "Ela quer me amar, mas não quer me perder. - Ed Kennedy, sobre Audrey O'Neill".

sábado, 28 de junho de 2008

Não se preocupe!


Mania essa que temos de sempre querer entender o que se passa na nossa cabeça e na dos outros ou os motivos pelos quais as coisas acontecem, não é mesmo?

Acho que foi por isso que estou aqui. Tenho a certeza de que não nasci para ser compreendido e isso não faz de mim um ser estranho ou coisa assim, concorda? Ninguém, em sua essência, foi feito para ser compreendido completamente.

Muita coisa acontece sem ter motivos e, às vezes, quanto mais tentamos explicar o que move as coisas ao nosso redor, mais voltamos ao ponto inicial de tudo. E isso é inevitável! Não existe explicação para todas as coisas, não existe fundamento para tudo que vivemos! Às vezes vivemos, e isso basta!!

De um tempo para cá tenho me visto perplexo com minhas escolhas e não consigo chegar ao ponto inicial de todas elas. Talvez porque eu não esteja sabendo de onde tenho partido ultimamente ou, talvez, porque simplesmente elas devem mesmo acontecer sem que eu precise me desdobrar para entendê-las!

Aliás, me pergunto agora sobre o por quê disso tudo que escrevo. E novamente volto ao começo. A idéia é simples: estou aqui, pensando, escrevendo, tentando dizer algo que, na maioria das vezes, não pode ser objeto de palavras inúteis ou fundamentos vazios. Seria melhor se eu apenas seguisse um caminho menos atordoador e menos sacrificial comigo mesmo!!

O motivo dos meus próprios desejos, sentimentos e pensamentos não cabe a mim desvendar. Não cabe a mim prescrutar a origem de todas as minhas inquietações. Mesmo que sejam inúmeras, que elas venham, me alarmem internamente, mas que por misericórdia, não queiram encontrar em mim um ponto de explicação e abrandamento dessa vasta tempestade. Até porque, eu nem mesmo sei se esta tempestade está de fato acontecendo, ou se ela existe apenas para explicar novamente um pouco da vontade que eu tenho de me descobrir!

Isso tudo acontece irremediavelmente pelo fato de que somos humanos, irrequietos, incompletos, insatisfeitos, inacabados. Enfim, eu sou isso e a isso eu devo o que sou.

Por fim, mesmo que você não tenha entendido bulhufas do que leu, pense que você pode dizer a si mesmo o que, muito inteligentemente, alguém me disse esses dias: "tente se levar menos a sério e não se preocupe tanto com o que se passa com você!"

Enfim, acho que me fiz entender!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ela, de novo por aqui...


Pensei que não sentiria novamente isso que me bateu no peito exatamente agora. Estava quase certo de que esse burburinho aqui dentro era coisa do passado. É...verdade! "Pensei que estava livre de pensar em você!"

Mas quem diria!? Numa pergunta discreta, sutil e inteligente você me fez relembrar todas as vontades, todos os sentimentos e pensamentos que já passaram pela minha cabeça e que me levam a você!

Acho até que a sua vontade era mesmo a de me mostrar minha própria fragilidade e me fazer ver que eu estou perdendo esta luta.

Quando você diz: "vamos, não vai ter problema!", é aí que eu penso que você não pode estar falando noutra coisa que não seja na sua vontade de ficar perto de mim, perpetuamente, pelo menos por uma noite.

E quando você diz: "venha, você está demorando!!", eu me pego na minha falta de coragem de dizer realmente que você está certa! Que pode valer a pena viver esses minutinhos de amor desencadeado. E que pode valer a pena largar o mundo todo pra ficar com você!

Só mais uma coisa: quando for dormir, pense que eu estou aqui, longe. Mas bem pertinho de você!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Começou numa manhã fria...e aconteceu!

"Você aí!! Hei! Você mesmo!"
— Por acaso você gostaria de ouvir como é que começou uma história que já tem vários capítulos, dias, anos, alegrias, inclusive vidas? Então presta atenção..

"A gente tinha marcado de se encontrar a 'tal hora' em 'tal lugar'. E lá estávamos nós.
O tempo foi passando devagar, pois estávamos nervosos, a gente foi conversando, tudo muito tranquilo! Até que pintou a vontade de chegar mais perto dela... e acho que ela sentiu o mesmo, talvez, até há mais tempo que eu...
Senti que aquele era um momento decisivo pra que o restante do dia fosse bom. Ela me olhou com um ar de suspense, temendo a minha indiferença. Mal sabia ela que o gosto do beijo já estava em minha boca antes mesmo de beijá-la. Foi só uma questão de toque. De lábios. E de vidas, que dali em diante andariam juntas. Ora felizes, ora menos felizes, porém sempre juntas!

O primeiro beijo!!
Ela diz que foi o melhor de todos. Mas eu acho que bom mesmo é o próximo, desde que, ao invés de serem "dados", sejam "entregues", para que o outro faça dele o melhor que puder. E era sempre isso que acontecia. Entregávamos um ao outro nossos beijos diariamente, a qualquer hora. De manhã cedo, ao meio dia, de tardinha, vendo o pôr do sol juntos, e à noite, contemplando as sapecas das estrelas.

Aliás, que rosto de menina sapeca ela tem! E sempre que falo isso pra ela, lá vem esse rosto lindo olhar pra mim como quem diz: "você tem razão, sou sapeca mesmo!"

Nossa vida se completa há 4 anos! Muito tempo? Pouco? E aí, o que você acha? Me diga! Vamos! Pense nisso agora....você tem alguma pessoa em sua vida que você ama há mais de 4 anos? Não vale pensar na família. Pense em amigos, amigas, homens ou mulheres. É deles que eu falo. Sabe por que? Porque "não é bom que o homem esteja só" e abrindo uma brecha nisso tudo "também não é bom que a mulher esteja só", convenhamos né? É presente de Deus olhar pra alguém que você ama de coração e saber que essa pessoa também deseja você. Da forma como você é, não da forma como ela queria que você fosse!!

Bem...nós não vivemos intensamente juntos todos os dias, mas sempre que estamos juntos, aí sim, vivemos todos os dias intensamente!!

Caso você se sinta triste por não estar acompanhado, não fique assim, porque eu também era feliz quando não tinha a minha amada (só ela que não era, hehehe), só era feliz de uma forma diferente.

Talvez, daqui a pouco eu volto pra te contar mais. Agora deixe eu ficar um pouquinho junto dela, porque isso me faz bem, sabe?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Verde mesmo, e lindo!


Um dia ela nasceu...tão linda..tão apaixonante....tão perfeita!
Um dia ela cresceu, como todos crescem. E ela se fortaleceu, da mesma forma como todos se fortalecem.

Ela era a combinação do amor incondicional com a paixão irracional. E a cada dia que passava, era impossível impedir que ela tomasse todos os espaços no coração do seu dono.
Adivinhe do que estou falando?

Não vá pelo óbvio, ela não se enquadra em padrões.

Estou falando do meu amor e paixão pelo meu time: Sociedade Esportiva Palmeiras!!!
Aposto que você nem pensou que fosse isso, não é mesmo?

É claro que não, porque isso não é mais comum hoje em dia. As crônicas e declarações de amor pelas equipes de futebol se tornaram raras, não obstante o futebol se manter no topo das paixões nacionais. Como dizia Nelson Rodrigues, um dos mais apaixonados torcedores do tricolor carioca:
“Cada um com a sua história, mas ao mesmo tempo peças de um mesmo quebra-cabeça, onde estarão para sempre eternizados, já que nós passaremos, mas o Fluminense não passará jamais...”

Palmeiras! Como é bom te amar! E não ser leviano em dizer isso!

Mesmo nos momentos mais difíceis, não hei de te abandonar! Porque sei que tua história é a mais bela e será para sempre única!

Palmeiras de tantas glórias e vitórias, títulos e mais títulos!

De Divindades à Santidades. De Ademar da Guia a Marcos. De torcedor a torcedor!!!
Sofro por ti, muito mais pelas vitórias do que pelas derrotas! E sei que sofres também, porque amas o amor de cada que anseia te ver brilhar!!

E que o tempo passe e você permaneça. Firme, lindo e verdejante, porque a força que te move é a mesma que me leva a te amar!!

Palmeiras, Palmeiras!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Complicado demais para não ser verdade...


— Era justamente isso que eu estava tentando te dizer: que eu estava com saudades. Esses dias não foram fáceis aqui, a essa distância toda.
— Poxa! Mas precisava complicar tanto assim? Bastava dizer "aquelas palavras"...
— É! Eu sei. Mas você não me deixa falar! Só você que fala, fala, fala...
— Ah, deixa isso pra lá vai....Essa semana pra mim também não foi das mais fáceis. Como eu tive vontade de que vc estivesse aqui pra eu deitar no seu colo e me acalmar....
— .................................
— Você vai ficar aí calado, sem dizer nada?
— Eu me distraí, mas ouvi o que você disse...tive a mesma vontade esses dias. Maldita distância!!
— É verdade! Será que um dia isso vai acabar?
— Espero que sim né? Estou lutando pra isso realmente acontecer.
— Mas enfim, você vai ou não me dizer "aquelas palavras"??
— Não sei, eu gostaria de poder dizê-las. Mas não me sinto bem pra isso. Talvez as coisas não estejam tão bem assim...
— Poxa amor, você não vai me deixar dormir sem me dizer, vai?
— Ainda não sei. Eu também tenho dormido assim há dias. Você acha que pra mim não faz diferença?
— .................................
— Tá bom. Percebi aonde você quer chegar. Já está tarde, ne? Acho melhor irmos dormir.

Pena que não será junto um do outro, apenas mais uma vez...

Meu, para quem dele precisar...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Cogito ergo sum


Juris praecepta sunt haec honeste vivere, alterurm non laedere suum cuique tribuere.

sexta-feira, 4 de abril de 2008


Sempre que eu passo pela sua memória eu consigo trazer coisas boas?
Ou isso só acontece quando eu tento te mostrar alguém que eu não sou?
Esses dias eu fiquei pensando em como eu consigo te transformar em simples "nada" de um rápido instante a outro. Mas por que isso acontece? Talvez, só porque nem tudo acontece como eu gostaria que acontecesse? Ou ainda, porque você não se deixa levar pelas minhas simples e vagas impressões e consegue me mostrar o que realmente quer?

Pensei, mesmo que por pouco tempo, e cheguei à seguinte conclusão (ou confusão): "eu preciso aprender a te amar a cada dia". E o digo sem medo. Sabe por quê? Porque eu não posso me dizer que te amo sem me assustar. Sem perceber o tamanho do que realmente é me entregar a você.

E quando os dias passam e percebo que você é que me trouxe coisas boas, eu percebo, ainda que prematuramente, que tudo o que eu vivo vale a pena. E digo mais: não existe nada mais gostoso do que ouvir você dizer que também me ama.

Talvez seja isso o que o sol diz para o céu todo dia, quando se tocam.

quarta-feira, 26 de março de 2008

E ela sorri mesmo assim...


Passam os dias, os meses, os dias claros e os escuros.
Passam as alegrias e chegam muitas tristezas....e ela continua a sorrir.

Uma foto feliz, mesmo que signifique apenas um momento, é o que a representa.
Acho que ela está esperando alguém para sorrir junto dela, para fazê-la se sentir amada, importante, querida, e não apenas mais uma bela mulher andando por aí.

Todos os momentos trazem o peso de sempre relembrarem o passado, e com ele, aparecem novamente todas as sutilezas do sofrimento. Porém, irredutível, lá está o sorriso: aberto, feliz, apaixonante!!

Como é lindo vê-la, lutando para mantê-lo todos os dias. Dias esses que não passam, apenas se amontoam na necessidade de existir.

Talvez seja essa necessidade que a faça tão feliz. Tão feliz que ela mesmo ri de si o tempo todo.

Meu, para qualquer um que dele precise.

domingo, 9 de março de 2008

O tempo [parte II]....e a noite.


"Não diga "adeus", porque eu não quero ouvir essas palavras hoje. E talvez isso não seja o fim para nós dois. Se você for dizer "adeus", não diga mais nada agora."

É como se as palavras quissesem sair, mas não saem...
Tudo que eu tinha prá dizer se foi sem as palavras, mas deixou um vazio tão grande que só elas é que podem me encher novamente.
Talvez você seja apenas mais um das inquietações dentro de mim, mas isso não quer dizer que não seja a mais importante delas.
Toda noite, antes do pesadelo que é dormir sem você, eu penso em qual sonho eu estaria se você estivesse aqui. Mas aí vem a luz, o dia, o sol, o calor e o inverno da sua falta.

Essa noite ainda vai acabar, apesar de ainda ser meia noite.

Poderia ser diferente.


Mas em alguns dias, tudo se resume a isso...
Ainda bem que há uma luz no fundo, mesmo que tímida, mesmo que distante.

Só mais uma chance.


Havia mais de 3 semanas que eles haviam se reencontrado, depois de 8 meses longe um do outro, mas quando estavam juntos nenhum dos dois tivera a coragem de lembrar dos acontecimentos passados.
Era meio dia. Mas estava frio. Vontade de ir embora. Relutavam, por saber que poderia ser a última vez.
— Vamos Carol?
— Já? Ainda não estou com fome. Vamos ficar mais? Eu tenho uma coisa a te dizer, Léo.
— Que coisa? Estamos aqui há mais de uma hora e você não disse "quase" nada. Mas pode falar, o que é?
Ela olha para o lado, e ele sente uma palpitação mais forte. Poderia ser a última chance nesse começo de inverno.
— Vamos, diga Carol. O que é?
— Ah, calma Léo. Eu fico sem graça! Quer saber, vamos embora! Perdi a vontade de dizer!
Carol pega as coisas e começa a andar em direção à rua, pouco movimentada nos fins de semana. Num rompante de medo e coragem, Léo se aproxima por trás de Carol e lhe tapa os olhos. Ela se assusta, mas aceita ouvir o que ele tem a dizer.
— Não sei se é a mesma coisa que você iria me dizer, mas eu não sei mais como segurar. Eu te amo Carol e esse tempo todo longe de você serviu para que eu percebesse isso.
Ainda com os olhos tapados, ele a carrega para uma pequena grade, e pede para que ela mesma retire as mãos dos olhos.
Quando percebe, Carol apenas vê os olhos de Léo pertos dos seus, quase se tocando, e aí percebe que nada naquele momento (e dali em diante) valeria mais a pena que viver o que realmente seria importante.
— Eu também te amo. Diz ela.

sexta-feira, 7 de março de 2008

"Abrir os olhos"


"Corre todo dia, toda hora
Em todo tempo, feito louco
Dando volta, fica tonto
Sem parar pra pensar

Trabalha o dia inteiro, junta grana
Põe no banco, paga conta
Compra roupa, banca rota
Um dia vai estourar

Corre todo dia, pôe no banco,
Dando volta, todo tempo,
Junta grana, fica tonto,
Um dia vai estourar!

Trabalha o dia inteiro, bancarrota,
Feito louco, compra roupa toda hora,
Paga conta sem parar pra pensar!"

Letra da música Abrir os Olhos - Banda Resgate.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Até que eu tento.


Já que as horas não chegam, eu vou. Se elas aparecerem, diga que eu cansei de esperar.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O tempo [parte I]

Há alguns anos, quando pensava nas coisas que provavelmente aconteceriam comigo, pensava em tudo tomando seu rumo n-a-t-u-r-a-l-m-e-n-t-e.
Tempos perfeitos, dias bem feitos, alegrias aproveitadas e compartilhadas...Pensamentos muito bons, talvez até demais. E ele, o tempo, foi me iludindo com a sensação de que nada ruim iria acontecer.

Era como se nada me alertasse para os perigos da vida "adulta"...para os perigos da vida real. Real mesmo, tão real que chega até a assustar o mais corajoso dos homens que existe dentro de mim.
E foi assim, que ele, o tempo, me pregou uma de suas peças.

Quem é que acha que vai ter sonhos interrompidos pela metade? Quem é que fica planejando não se abater com as frustrações? Pelo menos eu não sou assim...e se elas vem, me pegam em cheio, porque eu não fico esperando, procurando-as pela janela...

É como a areia da praia, que aos poucos vai formando castelos nas mãos de meninos, heróis em suas mentes, mas que como sempre, acaba lá, batida, pelos pés desses mesmos meninos.

E isso é tudo, ou um pouco dele, que me veio na memória e que me fez passar por este lugar...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Pobre homem que eu sou!

Quando eu penso que "estou de pé", aí é que eu devo me cuidar para não cair na rotina.....de todo dia olhar as coisas apenas através daquilo que é conveniente pra mim.
Esses dias têm sido difíceis...talvez, aliás, com certeza, por conta das minha próprias limitações e da minha ansiedade.
Faço coisas que penso serem certas, até normais. E de repente, vejo que não estavam certas, nem tampouco normais. Estavam erradas! Totalmente desvirtuadas de qualquer senso de atenção e cuidado.

A única coisa que eu queria poder dizer é: "estou em paz comigo mesmo". Não aquela paz "passiva", que me faz calar tudo que me inquieta e me atrapalha, em prol de uma tranquilidade apenas aparente. Se eu pudesse dizer para mim mesmo sobre essa paz, talvez eu tivesse menos problemas em "fazer funcionar" tudo que Deus pôs na minha vida "prá" funcionar.

Pobre homem...pobre eu...pobre visão de que sou pobre. Só pela minha própria culpa.


Tomara que isso mude.