quarta-feira, 26 de março de 2008

E ela sorri mesmo assim...


Passam os dias, os meses, os dias claros e os escuros.
Passam as alegrias e chegam muitas tristezas....e ela continua a sorrir.

Uma foto feliz, mesmo que signifique apenas um momento, é o que a representa.
Acho que ela está esperando alguém para sorrir junto dela, para fazê-la se sentir amada, importante, querida, e não apenas mais uma bela mulher andando por aí.

Todos os momentos trazem o peso de sempre relembrarem o passado, e com ele, aparecem novamente todas as sutilezas do sofrimento. Porém, irredutível, lá está o sorriso: aberto, feliz, apaixonante!!

Como é lindo vê-la, lutando para mantê-lo todos os dias. Dias esses que não passam, apenas se amontoam na necessidade de existir.

Talvez seja essa necessidade que a faça tão feliz. Tão feliz que ela mesmo ri de si o tempo todo.

Meu, para qualquer um que dele precise.

domingo, 9 de março de 2008

O tempo [parte II]....e a noite.


"Não diga "adeus", porque eu não quero ouvir essas palavras hoje. E talvez isso não seja o fim para nós dois. Se você for dizer "adeus", não diga mais nada agora."

É como se as palavras quissesem sair, mas não saem...
Tudo que eu tinha prá dizer se foi sem as palavras, mas deixou um vazio tão grande que só elas é que podem me encher novamente.
Talvez você seja apenas mais um das inquietações dentro de mim, mas isso não quer dizer que não seja a mais importante delas.
Toda noite, antes do pesadelo que é dormir sem você, eu penso em qual sonho eu estaria se você estivesse aqui. Mas aí vem a luz, o dia, o sol, o calor e o inverno da sua falta.

Essa noite ainda vai acabar, apesar de ainda ser meia noite.

Poderia ser diferente.


Mas em alguns dias, tudo se resume a isso...
Ainda bem que há uma luz no fundo, mesmo que tímida, mesmo que distante.

Só mais uma chance.


Havia mais de 3 semanas que eles haviam se reencontrado, depois de 8 meses longe um do outro, mas quando estavam juntos nenhum dos dois tivera a coragem de lembrar dos acontecimentos passados.
Era meio dia. Mas estava frio. Vontade de ir embora. Relutavam, por saber que poderia ser a última vez.
— Vamos Carol?
— Já? Ainda não estou com fome. Vamos ficar mais? Eu tenho uma coisa a te dizer, Léo.
— Que coisa? Estamos aqui há mais de uma hora e você não disse "quase" nada. Mas pode falar, o que é?
Ela olha para o lado, e ele sente uma palpitação mais forte. Poderia ser a última chance nesse começo de inverno.
— Vamos, diga Carol. O que é?
— Ah, calma Léo. Eu fico sem graça! Quer saber, vamos embora! Perdi a vontade de dizer!
Carol pega as coisas e começa a andar em direção à rua, pouco movimentada nos fins de semana. Num rompante de medo e coragem, Léo se aproxima por trás de Carol e lhe tapa os olhos. Ela se assusta, mas aceita ouvir o que ele tem a dizer.
— Não sei se é a mesma coisa que você iria me dizer, mas eu não sei mais como segurar. Eu te amo Carol e esse tempo todo longe de você serviu para que eu percebesse isso.
Ainda com os olhos tapados, ele a carrega para uma pequena grade, e pede para que ela mesma retire as mãos dos olhos.
Quando percebe, Carol apenas vê os olhos de Léo pertos dos seus, quase se tocando, e aí percebe que nada naquele momento (e dali em diante) valeria mais a pena que viver o que realmente seria importante.
— Eu também te amo. Diz ela.

sexta-feira, 7 de março de 2008

"Abrir os olhos"


"Corre todo dia, toda hora
Em todo tempo, feito louco
Dando volta, fica tonto
Sem parar pra pensar

Trabalha o dia inteiro, junta grana
Põe no banco, paga conta
Compra roupa, banca rota
Um dia vai estourar

Corre todo dia, pôe no banco,
Dando volta, todo tempo,
Junta grana, fica tonto,
Um dia vai estourar!

Trabalha o dia inteiro, bancarrota,
Feito louco, compra roupa toda hora,
Paga conta sem parar pra pensar!"

Letra da música Abrir os Olhos - Banda Resgate.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Até que eu tento.


Já que as horas não chegam, eu vou. Se elas aparecerem, diga que eu cansei de esperar.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O tempo [parte I]

Há alguns anos, quando pensava nas coisas que provavelmente aconteceriam comigo, pensava em tudo tomando seu rumo n-a-t-u-r-a-l-m-e-n-t-e.
Tempos perfeitos, dias bem feitos, alegrias aproveitadas e compartilhadas...Pensamentos muito bons, talvez até demais. E ele, o tempo, foi me iludindo com a sensação de que nada ruim iria acontecer.

Era como se nada me alertasse para os perigos da vida "adulta"...para os perigos da vida real. Real mesmo, tão real que chega até a assustar o mais corajoso dos homens que existe dentro de mim.
E foi assim, que ele, o tempo, me pregou uma de suas peças.

Quem é que acha que vai ter sonhos interrompidos pela metade? Quem é que fica planejando não se abater com as frustrações? Pelo menos eu não sou assim...e se elas vem, me pegam em cheio, porque eu não fico esperando, procurando-as pela janela...

É como a areia da praia, que aos poucos vai formando castelos nas mãos de meninos, heróis em suas mentes, mas que como sempre, acaba lá, batida, pelos pés desses mesmos meninos.

E isso é tudo, ou um pouco dele, que me veio na memória e que me fez passar por este lugar...