
"— Mais uma vez, posso?
— Por que?
— Porque eu não quero ficar longe de você!
— Mas desse jeito? Nem parece. Ce tá falando sério?
— Sim. Venha aqui que eu posso te mostrar.
— ....."
Tudo bem que pode não ser muito agradável ser sincero com todo mundo a qualquer custo, não é?
Mas você não vai me negar que é essencial ter sinceridade consigo mesmo. Até mesmo pra passar a imagem de quem não se é.
Palavras e palavras. Nada mais. Nós precisamos de mais. Eu até já me propus a isso, talvez não com tanta clareza como gostaria. Mas não posso deixar que as coisas saiam do meu controle. Por isso estão assim ainda. Você aí e eu aqui. Madrugada fria e distante. Sono leve, pesado e infinito. Luz que cega sem brilho. Calor que gela.
Pronto. É isso que eu vejo. Dois caminhos e uma solução: esperar o amanhã. Que pode, inclusive, ser como você e eu planejamos. Ou pode, porém, ser cinza, meio amarelado, quente demais pra aguentar. Sufocante.
Tomara que essas palavras escritas e ao mesmo tempo jogadas ao vento não me afastem de você. Que você não se afaste de mim pelo simples medo de que eu passe a gostar um pouquinho a mais de você. Isso sim, tamanha bobagem: esperar pra ver o sol, se podemos ver a Lua juntos, mesmo distantes.
Você me acompanha? Eu não sou quem você está pensando... mas também não sou tão bonzinho assim, viu?
Como dizem por ai: é perigoso viver no meio do fogo cruzado. É melhor ser esconder. Ou se proteger. Venha!! Isso eu faço por nós dois. Basta você querer.
Hoje, tenha um bom dia. Estou chegando pra te ver. Mas não tente entender os motivos do meu estado de espírito, porque isso já ficou pra trás faz tempo, tá bom?
Um último detalhe: você se lembra
daquela flor que eu
quase te dei? Ela pode estar tentando te encontrar
ainda.
PS.: "Sem sorrisinhos, por favor!!"